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Ministério Público Eleitoral solicita que TSE impeça candidatura de Márcio Canella
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O Ministério Público Eleitoral (MPE) protocolou um pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para barrar a candidatura de Márcio Canella, deputado estadual eleito no Rio de Janeiro. A manifestação, divulgada na última sexta-feira (23), se baseia em alegações de que Canella estaria vinculado a organizações criminosas.
O deputado foi preso no dia 15 de outubro durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, realizada pela Polícia Federal. As investigações indicam que Canella estaria envolvido em uma organização criminosa armada que utilizava uma rede de 96 postos de gasolina como fachada para atividades de lavagem de dinheiro.
Além da prisão, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores, assim como a suspensão das atividades de 112 empresas ligadas à suposta rede de lavagem. Atualmente, Canella se encontra detido no Complexo Penitenciário de Gericinó, localizado em Bangu, na zona Oeste do Rio de Janeiro.
No parecer do MPE, o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, ressaltou que há um entendimento no TSE que veda a participação de políticos com ligações a organizações paramilitares em disputas eleitorais, mesmo sem trânsito em julgado. Ele criticou a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, que havia liberado a candidatura de Canella sem considerar as evidências do inquérito.
As investigações, que estão sendo acompanhadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foram tornadas públicas somente após a prisão de Canella. Espinosa destacou que novas provas devem ser levadas em conta, pois indicam que o deputado teve um papel ativo na indicação de cargos na segurança pública estadual em favor do grupo criminoso.
O MPE também sugere que Canella pode ter conexões com milícias, considerando que, em 2023, ele empregou a esposa do líder de um grupo miliciano e fez nomeações para secretarias de Belford Roxo que envolviam lideranças dessas organizações. O vice-procurador concluiu que existem indícios sólidos que demonstram a infiltração de milicianos na administração pública por meio do deputado.
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