Como Contratar um Cirurgião Plástico com Segurança: Cuidados Essenciais

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Como Contratar um Cirurgião Plástico com Segurança: Cuidados Essenciais

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A recente morte de Lilian Calixto, que ocorreu durante um procedimento estético realizado pelo médico conhecido como Dr. Bumbum, trouxe à tona questões cruciais sobre a segurança na contratação de cirurgiões plásticos. Denis Cesar Barros Furtado, que acumula mais de 650 mil seguidores nas redes sociais, não possuía registro no Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro e realizava cirurgias em um apartamento na Barra da Tijuca, prática condenada por especialistas.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a escolha do local para a realização de procedimentos estéticos é fundamental para garantir a segurança dos pacientes. O presidente da SBCP, Niveo Steffen, ressaltou que a prática de cirurgias em locais inadequados, como apartamentos ou salões de beleza, contraria os princípios básicos da medicina. Para garantir um atendimento seguro, é essencial que as intervenções sejam realizadas em ambientes apropriados, como hospitais ou centros cirúrgicos equipados.

Além da escolha do local, a formação do médico também é um fator decisivo. A qualificação para se tornar um cirurgião plástico envolve um treinamento extenso, que inclui seis anos de medicina, dois anos de cirurgia geral e mais três anos de especialização. Steffen advertiu que é fácil para indivíduos sem a formação adequada realizarem procedimentos, o que pode resultar em complicações graves para os pacientes.

Para evitar contratempos, a SBCP recomenda que os pacientes verifiquem se o médico está devidamente credenciado. O conselho oferece canais para consulta sobre a situação dos profissionais, incluindo site, e-mail e telefone. Além disso, é aconselhável solicitar o número do CRM e confirmar sua validade junto ao Conselho Regional de Medicina do estado em questão.

O uso de redes sociais por médicos também gera preocupação. Embora seja comum que profissionais da saúde utilizem essas plataformas para se comunicar, Steffen alertou que a promoção de procedimentos cirúrgicos e a divulgação de fotos de antes e depois não são permitidas pelo código de ética médica. As redes sociais devem ser utilizadas de forma responsável, priorizando a informação e a educação dos pacientes, sem apelo sensacionalista ou comercial.

Com a crescente demanda por procedimentos estéticos, é ainda mais importante que os pacientes estejam atentos a esses cuidados, garantindo que suas escolhas sejam baseadas em informações confiáveis e na formação adequada dos profissionais.

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