Mulheres motoristas e moradores de Fortaleza recebem aulas gratuitas de idiomas voltadas a grandes eventos

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Mulheres motoristas e moradores de Fortaleza recebem aulas gratuitas de idiomas voltadas a grandes eventos

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Com a confirmação de Fortaleza como uma das sedes da Copa do Mundo Feminina de 2027, agendada para ocorrer entre 24 de junho e 25 de julho daquele ano com nove partidas na capital, trabalhadoras do volante começaram a se mobilizar para receber o público estrangeiro. Mulheres que atuam como condutoras de táxi e motoristas de aplicativo estão buscando capacitação em línguas estrangeiras para superar as barreiras de comunicação no trânsito diário da cidade.

Entre as participantes está a motorista Viviane Rocha, que relata facilidade para compreender os passageiros internacionais que já circulam pela cidade, mas sente dificuldades no momento de formular respostas. Para ela, o aprendizado ultrapassa o período do mundial e representa um conhecimento permanente para a profissão. O mesmo objetivo motivou Karina Costa a ingressar na formação por meio da iniciativa "Via Delas". Sem bagagem anterior em outros idiomas, ela busca no espanhol uma ferramenta prática para conduzir visitantes de fora com mais segurança e clareza pelas vias da cidade.

A capacitação é promovida pela Prefeitura de Fortaleza, integrando esforços da Secretaria Municipal da Mulher com o Instituto Municipal de Desenvolvimento de Recursos Humanos. De acordo com o presidente da entidade formadora, Evaldo Lima, a estrutura do curso foi planejada de maneira instrumental, com noções básicas de inglês e espanhol aplicadas a termos de localização, rotas e dados históricos locais. A meta institucional é consolidar um legado que deixe profissionais valorizadas e aptas a exercer suas funções com independência após o encerramento do calendário esportivo.

Para expandir esse impacto além do setor de transportes, o município estruturou o projeto Idiomas na Comunidade, levando turmas sem custo de inglês e espanhol a núcleos urbanos distribuídos pelas doze regionais administrativas. O foco do programa é alcançar moradores das periferias que frequentemente enfrentam barreiras financeiras para custear escolas particulares de línguas, aproximando o poder público dos bairros e incentivando a evolução cultural e a empregabilidade local.

A iniciativa atraiu moradoras como a promotora de vendas Isabelle Oliveira, que enxerga o domínio de um segundo idioma como essencial diante da modernização tecnológica, da inteligência artificial e dos grandes acontecimentos previstos para a capital. Na mesma linha, a consultora de vendas Tays Macau, que já havia iniciado estudos à distância durante a pandemia, aproveitou a oferta presencial e gratuita em sua própria vizinhança. Tays pretende aplicar os conhecimentos no atendimento a clientes com maior poder de compra em seu trabalho e planeja, futuramente, utilizar a bagagem linguística para viajar e conhecer outros países.

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