Adolescente baleado em Chapecó recebe transfusão pioneira no Brasil durante resgate aéreo

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Adolescente baleado em Chapecó recebe transfusão pioneira no Brasil durante resgate aéreo

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Um adolescente de 13 anos, que foi baleado na cabeça por um amigo, também de 13 anos, recebeu alta hospitalar após um atendimento inédito em Santa Catarina. O incidente ocorreu em Chapecó no dia 10 de outubro, quando a pistola utilizada pertencia ao pai do jovem que disparou e estava em local de fácil acesso. O pai é registrado como colecionador, atirador desportivo e caçador.

O jovem ferido recebeu uma transfusão de sangue total ainda no helicóptero que o resgatou, uma iniciativa considerada pioneira no Brasil. De acordo com a Secretaria da Saúde de Santa Catarina, essa intervenção foi crucial para salvar a vida do menino, ajudando a controlar os sinais de choque decorrentes da perda excessiva de sangue. O adolescente passou 11 dias internado no Hospital Regional do Oeste, onde chegou a ser submetido a uma cirurgia e ficou em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A transfusão de sangue total, que é o sangue como circula no corpo, sem separação de componentes, é utilizada para pacientes com hemorragias graves e necessidade de reposição rápida. Este procedimento foi implementado em Santa Catarina como parte do programa Sangue Total, que permite transfusões em situações pré-hospitalares, potencialmente aumentando as chances de sobrevivência em casos de trauma.

Além disso, a Polícia Civil concluiu o procedimento infracional em relação ao adolescente que disparou a arma, que foi liberado após internação. A delegada responsável pelo caso, Lisiane Junges, informou que não houve indiciamento, considerando que ambos os envolvidos são menores de idade. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) estabelece que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis, tratando esses casos como atos infracionais.

O programa Sangue Total, que começou em julho de 2022 em Florianópolis, já atendeu a 200 pacientes e realizou 241 transfusões até o momento. A transfusão no helicóptero foi coordenada por profissionais do SAMU Aeromédico, que seguiram rigorosas normas para a conservação do sangue e sua administração no atendimento pré-hospitalar, aumentando assim a eficácia do atendimento em situações de emergência.

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