Ministério Público Eleitoral propõe rejeição da candidatura de Márcio Canella

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Ministério Público Eleitoral propõe rejeição da candidatura de Márcio Canella

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O Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou uma solicitação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recomendando a rejeição do registro de candidatura de Márcio Canella, que se destacou como o segundo deputado estadual mais votado nas últimas eleições do Rio de Janeiro. O pedido ocorre em meio a investigações que envolvem o candidato em crimes como lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, além de formação de cartel. Canella foi preso recentemente na oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio.

O relatório do MPE, assinado pelo vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, aponta que Canella teria nomeado indivíduos associados a milícias para posições de destaque durante seu tempo como prefeito de Belford Roxo. Esse contexto levanta suspeitas sobre a relação do deputado com grupos criminosos, o que, segundo os promotores, justifica a recomendação de não aceitação de sua candidatura ao Senado.

Além da prisão recente, Canella também foi detido em julho deste ano por posse ilegal de arma, quando um fuzil foi encontrado em seu veículo. Ele alegou que a arma não lhe pertencia, mas a situação levantou questões sobre sua conduta. Após essas ocorrências, ele conseguiu se eleger deputado estadual, obtendo 197.178 votos, a segunda maior votação do estado.

O MPE sustenta que, apesar de Canella ainda não ter sido condenado criminalmente, isso não impede que questões relacionadas à sua conduta sejam consideradas para o reconhecimento de impedimentos em sua candidatura. O documento destaca a conexão entre o candidato e grupos milicianos, além de relatar envolvimentos em ações que demonstram a infiltração dessas lideranças na administração pública.

A defesa de Márcio Canella, por sua vez, expressou confiança na Justiça e na expectativa de que a Corte Superior Eleitoral deferirá sua candidatura, ressaltando que a autorização já havia sido concedida anteriormente. A situação se desenrola em um cenário de intensa controvérsia e debate sobre a integridade das candidaturas no contexto político atual do Rio de Janeiro.

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