Denúncias de condições precárias marcam setor de Anatomia Patológica no Hospital de Base de Brasília

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Denúncias de condições precárias marcam setor de Anatomia Patológica no Hospital de Base de Brasília

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O Hospital de Base, localizado em Brasília, tem sido alvo de denúncias relacionadas às condições de trabalho em seu setor de Anatomia Patológica. Funcionários e ex-funcionários revelaram que o local, destinado a autópsias e armazenamento de órgãos removidos durante cirurgias, apresenta problemas graves de higiene e armazenamento. Vídeos divulgados mostram sujeira e recipientes inadequados, além de falhas na segurança dos trabalhadores, como gavetas que não fecham corretamente.

Segundo relatos, os funcionários enfrentam ainda a dificuldade de utilizar equipamentos de proteção que já estão vencidos. Uma reclamação formal foi feita à ouvidoria do Governo do Distrito Federal, onde um funcionário mencionou ser alvo de perseguição e constrangimentos. A situação gerou preocupação sobre as condições de trabalho e a segurança no manuseio de materiais biológicos.

Após as denúncias, uma equipe de reportagem foi convidada a conhecer o setor. No entanto, os profissionais que estavam presentes alegaram que uma faxina havia sido realizada durante a madrugada anterior à visita, resultando em um ambiente aparentemente mais limpo. Essa limpeza, segundo a gestão do hospital, é uma rotina e não uma resposta às denúncias feitas.

Imagens adicionais revelaram o uso de potes de plástico, alguns deles de sorvete, para o armazenamento de órgãos. Um ex-funcionário não identificado relatou que os recipientes são frequentemente trazidos de casa, o que levanta questões sobre as práticas adequadas de armazenamento. Além disso, ele alertou para a possibilidade de riscos biológicos, com a presença de fungos devido à falta de protocolos adequados.

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal, responsável pela administração do Hospital de Base, contestou as alegações feitas pelos funcionários. A gerente do Serviço de Diagnóstico de Imagem, Marlucy Mendes Soares, afirmou que as imagens não representam a realidade atual do setor, citando mudanças na gestão e melhorias na limpeza e manutenção das geladeiras onde os órgãos são armazenados. Ela garantiu que todos os procedimentos de armazenamento estavam sendo seguidos corretamente, de acordo com as normas vigentes.

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