Defesa do 'Dr. Bumbum' alega síndrome do pânico e nega acusações do caso de morte

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Defesa do 'Dr. Bumbum' alega síndrome do pânico e nega acusações do caso de morte

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A advogada Naiara Baldanza, responsável pela defesa do médico Denis Cesar Barros Furtado, conhecido como Dr. Bumbum, revelou que seu cliente apresenta sintomas de síndrome do pânico, justificando assim a sua não apresentação à Polícia Civil. O médico está foragido desde a morte da bancária Lilian Calixto, ocorrida em um procedimento estético realizado em um apartamento na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, no último domingo.

Durante uma coletiva de imprensa realizada em Brasília, Naiara afirmou que Dr. Bumbum está disposto a agendar sua entrega à polícia, mas enfatizou que julgá-lo neste momento seria precipitado. "Ele é um dos médicos que mais realiza procedimentos de bioplastia no Brasil", declarou, reforçando a ideia de que existe uma "verdade paralela" sobre o caso.

A advogada também comentou sobre a ausência do médico no Hospital Barra D'Or, onde Lilian foi atendida após complicações. Segundo ela, o hospital não permitiu que Furtado permanecesse no local após a morte da paciente, uma afirmação que foi prontamente negada pela instituição. O hospital esclareceu que não houve restrições ao acesso de profissionais ou acompanhantes e que o médico poderia ter acompanhado a paciente, como é rotina na unidade.

Apesar de convocar a imprensa, Naiara Baldanza não respondeu a diversas perguntas sobre o caso, incluindo a alegação de que Dr. Bumbum estaria realizando procedimentos em casa e sobre as circunstâncias que levaram à morte de Lilian Calixto. Ela afirmou que o médico já havia realizado mais de cinco mil procedimentos estéticos e que muitos de seus clientes o defendem. "É importante que a população compreenda que para toda verdade, há uma verdade paralela", reiterou.

A atuação de Furtado como cirurgião plástico é alvo de questionamentos, uma vez que ele não possui a especialização necessária, conforme indicado por seu ex-chefe. O médico é investigado pela Polícia Civil em decorrência de pelo menos seis denúncias, embora o Ministério Público ainda não tenha recebido uma denúncia formal contra ele. O histórico do médico inclui passagens por clínicas clandestinas e um trabalho temporário no Hospital das Forças Armadas, onde não houve registros de problemas durante seu período de atuação.

A situação em torno do médico permanece tensa, e a expectativa é que novas informações sejam divulgadas conforme ele se pronunciar oficialmente sobre os acontecimentos.

Data 25/10/2026, às 22:45 horas

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