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Funcionários da Amazon no Ceará reivindicam salários justos na Justiça
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Funcionários da Amazon no Ceará estão se mobilizando em busca de justiça trabalhista, denunciando a gigante do comércio digital por pagarem salários inferiores ao mínimo legal. No centro da controvérsia está uma ação coletiva apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing do Estado do Ceará (Sintratel-CE) na Justiça do Trabalho, que alega que cerca de 500 trabalhadores atuam como operadores de telemarketing recebendo menos do que o estipulado pela legislação.
Os profissionais, que exercem funções de atendimento ao cliente em regime home office, estão vinculados ao Sindicato dos Comerciários. Entretanto, a categoria de telemarketing possui um sindicato próprio, e é regida por normas específicas que garantem um salário mínimo e uma carga horária máxima de 36 horas semanais, totalizando 180 horas mensais. A Amazon, por sua vez, defende que os contratos estão dentro das normativas para comerciários, cujos trabalhadores podem ter até 220 horas mensais.
Em audiência realizada na última sexta-feira, 18, na 18ª Vara do Trabalho de Fortaleza, não houve acordo entre as partes. O sindicato argumenta que, apesar de serem contratados como comerciários, os funcionários desempenham funções que se enquadram na categoria de telemarketing, o que deveria garantir o pagamento do salário mínimo. Além disso, a comparação com os colegas de São Paulo, que recebem valores acima do mínimo, reforça a reivindicação dos cearenses.
Ana Ingrid dos Santos, uma das funcionárias afetadas, compartilhou sua experiência, ressaltando que, embora seu cargo na carteira de trabalho seja “assistente de atendimento ao cliente”, suas atividades são estritamente de telemarketing. Após um afastamento por problemas de saúde, ela descobriu que sua contribuição ao INSS não era válida devido ao salário inferior ao mínimo, o que a motivou a solicitar rescisão indireta na Justiça.
O Sintratel também busca uma tutela de urgência para que a Amazon seja obrigada a pagar os salários devidos, além do retroativo, enquanto a disputa legal prossegue. A empresa, por sua vez, nega as irregularidades e reafirma que a remuneração está de acordo com a legislação brasileira, mas se recusa a comentar o caso em detalhes, já que está em andamento judicial.
Ainda não há uma data definida para o julgamento do caso, mas os trabalhadores permanecem firmes em sua luta por direitos básicos e justiça salarial.
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