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Sapateiro do Acre mantém viva a tradição artesanal há 35 anos
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Em um cenário dominado pela produção em massa, a arte do trabalho manual dos sapateiros ainda resiste e se mostra relevante para muitas pessoas. No Acre, Carlos Braz da Silva, de 50 anos, é um exemplo de como essa profissão pode sobreviver às transformações do mercado, mantendo viva a tradição da sapataria por 35 anos.
Carlos aprendeu o ofício aos 15 anos com seu padrasto e, desde então, dedicou sua vida ao conserto de calçados, bolsas e malas. Com uma sapataria no centro de Rio Branco, ele não apenas oferece reparos, mas também emprega outras duas profissionais no negócio. Para ele, a satisfação de ver um cliente satisfeito é revigorante e faz parte do que o motiva a continuar no ramo.
Com a comemoração do Dia do Sapateiro, em 25 de setembro, Carlos relembra a origem da data, que homenageia São Crispim e São Crispiniano, patronos da profissão. Ele observa que, ao longo de sua trajetória, notou mudanças significativas nos materiais e técnicas, enquanto a qualidade dos calçados disponíveis no mercado tem decaído. "O acabamento dos serviços de reparação melhorou com o tempo, mas a qualidade dos calçados caiu bastante", avalia.
A alta nos preços de calçados torna o conserto uma alternativa viável e econômica para muitos consumidores. Carlos destaca que a demanda por serviços de sapateiro é impulsionada pela necessidade de prolongar a vida útil de itens essenciais, como calçados e bolsas. Para ele, o conhecimento sobre diferentes materiais e a habilidade manual são fundamentais para o sucesso na profissão.
Apesar de sua experiência, Carlos vê com preocupação a falta de interesse dos jovens em aprender o ofício. Ele percebe que muitos sapateiros mais jovens estão apenas dando continuidade a negócios familiares, enquanto poucos se aventuram a aprender por conta própria. Essa realidade representa um desafio para a continuidade dos trabalhos artesanais que dependem da transmissão de conhecimentos entre gerações.
Mesmo assim, Carlos acredita na sobrevivência da profissão, destacando a capacidade de adaptação como um dos motivos que garantem a presença dos sapateiros no mercado. Em cada conserto realizado, ele não apenas repara um objeto, mas também perpetua uma tradição que se mantém viva através do tempo. "Desejo um feliz Dia do Sapateiro a todos os sapateiros do Brasil", finaliza o profissional, reafirmando seu compromisso com a arte do trabalho manual.
Data 26/10/2026, às 06:48 horas
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