Flávio Bolsonaro homenageou policial que depois foi condenado no caso Amarildo

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Flávio Bolsonaro homenageou policial que depois foi condenado no caso Amarildo

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Em 2008, durante sessão na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o deputado Flávio Bolsonaro apresentou uma moção de louvor ao capitão do BOPE, Edson Raimundo dos Santos, reconhecendo sua atuação na então incipiente Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha.

Quatro anos depois, o mesmo militar foi apontado como um dos principais responsáveis pela morte de Amarildo Dias de Souza, ajudante de pedreiro que desapareceu em julho de 2013 na favela da Rocinha. Investigações concluíram que Amarildo foi sequestrado, torturado e assassinado por membros da UPP.

Uma análise dos registros da Alerj mostrou que Flávio Bolsonaro assinou, ao longo de sua atuação parlamentar, ao menos 23 atos de reconhecimento – moções e medalhas – a policiais, militares e integrantes das Forças Armadas que, posteriormente, foram processados ou condenados por crimes que variam de homicídio a corrupção.

Na época do desaparecimento de Amarildo, Flávio Bolsonaro acusou o jovem de tráfico, citando suposta escuta telefônica que, segundo ele, mostrava conversas entre traficantes e a vítima. O áudio apresentado foi posteriormente identificado como gravação encenada por um policial, com o objetivo de desviar a responsabilidade.

O major Edson Santos cumpre pena em regime aberto, totalizando 16 anos e três meses por tortura seguida de morte, ocultação de cadáver e corrupção de testemunhas, e foi transferido para a reserva em setembro de 2024, recebendo aposentadoria estadual. O tenente Luiz Felipe de Medeiros cumpriu dez anos e sete meses, retornou ao serviço em função administrativa, sem participação em operações de campo.

Durante uma motociata de campanha de Flávio Bolsonaro em São Gonçalo, realizada após o primeiro turno das eleições, esteve presente o ex-soldado da Polícia Militar Douglas Vital, conhecido como Douglas Macaco, também condenado no caso Amarildo, evidenciando a continuidade de laços entre a campanha e figuras envolvidas no episódio.

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