CRM-DF revoga registro profissional de Dr. Bumbum após prisão no Rio

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CRM-DF revoga registro profissional de Dr. Bumbum após prisão no Rio

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Na manhã desta quinta-feira (19), o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) decidiu cassar o registro profissional do médico Denis Cesar Barros Furtado, popularmente conhecido como Dr. Bumbum. A medida, que já pode ser contestada, será encaminhada ao Conselho Federal de Medicina (CFM) para análise. Em comunicado, o CRM-DF destacou que está seguindo todas as etapas legais necessárias.

A prisão de Dr. Bumbum ocorreu hoje, quando ele foi localizado em um Centro Empresarial na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, após permanecer quatro dias foragido. O médico é acusado de ter causado a morte da bancária Lilian Calixto, de 46 anos, durante um procedimento estético realizado em uma cobertura na mesma região.

A advogada de Furtado, Naiara Baldanza, declarou que o médico enfrenta problemas de saúde mental, mencionando que ele sofre de síndrome do pânico. Ela acrescentou que ele se apresentaria à polícia em breve para tratar da sua situação legal.

Dr. Bumbum, que possui um expressivo número de seguidores nas redes sociais, não possui formação adequada como cirurgião plástico, uma vez que a legislação exige residência médica. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), ele não é reconhecido como especialista e realizava procedimentos em condições inadequadas, o que contribuiu para a trágica morte de Lilian Calixto.

Além das acusações relacionadas ao caso de Lilian, Denis Furtado já é alvo de um inquérito da Polícia Civil, que investiga pelo menos seis denúncias contra ele. O Ministério Público, até a última atualização, não tinha conhecimento de qualquer acusação formal contra o médico em andamento na Justiça, embora possa haver processos em sigilo.

Em sua trajetória profissional no Distrito Federal, Dr. Bumbum atuou em diversas clínicas, incluindo uma localizada na área nobre do Lago Sul, considerada clandestina pela Polícia Civil. Ele também atendeu em clínicas na Asa Norte e trabalhou como oficial médico temporário no Hospital das Forças Armadas (HFA), onde não houve registros de sindicâncias ou procedimentos administrativos contra ele durante seu tempo de serviço.

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